CCXP 2018

CCXP 2018
um click no banner e vá direito ao site da CCXP
Mostrando postagens com marcador Oficina Artesanal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oficina Artesanal. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de setembro de 2015

A HISTÓRIA DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO TAMBÉM PASSA POR UMA MULHER, REGINA CALDERONI


A História do Automobilismo Brasileiro também passa por uma mulher, e não é qualquer uma, mulher Grande, Inteligente, Bonita, Corajosa, Forte, Espirituosa e Determinada, o nome dela é Regina Calderoni, ela marcou o seu nome no livro do mitos das corridas de carros, sendo ela a primeira mulher a participar de uma corrida do gênero no Brasil, quebrou todas as barreiras que encontrou pela frente em sua vida, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional, é sem duvidas nenhuma é um dos ícones da história da Stock Car.


Ontem no Encontro de Garagem do Jamil em Oficina Artesanal eu conheci a Regina, e não sei porque me identifiquei com ela, talvez seja pela sua força e obstinação em superar obstáculos dentro de seu segmento, pesquisei sobre a sua trajetória e história dentro do automobilismo nacional, e fiquei impressionado com tudo o que vi e li, ela foi a nossa convidada ilustre do evento, e que brilho, chegou e tomou conta do lugar, esperamos poder contar com ela em outras ocasiões... 



Na História do automobilismo e em qualquer parte do mundo, o passado e o futuro, caminham lado a lado, as comparações são quase sempre inevitáveis, e surgem questionamentos, como seria se um piloto que hoje vive de telemetria, compensações via central de TI, Rádio onde os engenheiros e mecânicos vão passando todas as alterações ou do humor do carro, Célula de sobrevivência e Etc... Corresse no passado, com trocas de marcha no trambulador de cambio, 03 pedais, Acelerador, Freio e Embreagem nos pés, Conta-giros de Ponteiros, com segurança duvidosa e um 100 número de particularidades de bólidos como este da imagem acima, que propiciaram aventuras que os pilotos dos tempos românticos do nosso automobilismo de corridas enfrentavam, e que  também foram responsáveis por tudo o que aconteceu depois e ajudaram a colocar o Brasil como um dos grandes do Automobilismo mundial.


A Imagem acima trás a nova configuração visual do carro que a Regina Calderoni vai pilotar nesta nova categoria Old Stock e com o número novo, em vez do 64, nesta nova versão o 46, e aqui destacamos a sua determinação, e inteligência "Me de um limão, que eu faço uma limonada", tiraram o número que ela correu a vida inteira, e ela muito espirituosa inverteu o número, e querem saber, ficou muito melhor, uma nova corrida, um novo carro, um novo número, mas a mulher e a piloto a mesma, simplesmente Regina Calderoni, mais uma vez quebrando barreiras e preconceitos.


Conheça a história de um grande nome que fez história na Stock Car e estará presente na prova.

REGINA CALDERONI

Toda a tecnologia embutida nos automóveis de hoje dá lugar ao estilo retrô. A emoção é o principal combustível que leva os apaixonados pela memória do automobilismo brasileiro às arquibancadas. A responsabilidade de manter a tradição no esporte fica por conta de pilotos muito bem acostumados com o volante, onde importantes nomes já estão confirmados e irão protagonizar grandes pegas nas pistas.

Essa é a Old Stock Race, categoria criada para resgatar o mais autêntico espírito das corridas de automóveis e trazer para a atualidade o cenário que marcou uma época heroica. Heróis sim! Eram pilotos que entravam em verdadeiros Stock Cars: carros produzidos em série eram usados, sofrendo adaptações para ficarem mais potentes e velozes, mas sem que a segurança seguisse o mesmo nível. Além disso os grids eram muito maiores que o atual. Eram promovidas tomadas de tempo para os diversos pilotos disputem, em média, 56 vagas na corrida.

E se estamos falando da história da Stock Car, não poderíamos deixar de nos referir a primeira mulher a pilotar na categoria de elite do automobilismo. Sem medo, nem das provas e muito menos do preconceito foi Regina Calderoni ingressou no mundo da velocidade desde cedo influenciada pelo pai. De Sertãozinho, interior de São Paulo, Calderoni veio a capital para trabalhar e estudar. Viu no jornal que a equipe de Fausto Resende precisava de um cronometrista e então se inscreveu. Foi escolhida e a partir daí soube que sua vida mudaria pra sempre.

Fez cursos de mecânica e piloto, este com Expedito Marazzi. Começou a montar seu primeiro Stock Car em 1984, mas a principal barreira não foi construir um carro competitivo.

Na primeira corrida da paulista, ela precisou de um mandado de segurança para a aceitarem nas pistas. Os pilotos não aceitavam competir com uma mulher. Aos poucos, Calderoni foi ganhando espaço e quebrando barreiras. “Rompi muitas barreiras, nada foi fácil, mas continuo superando e todas as que vierem pela frente”, relembra a piloto.
 
Texto: Juliana Bechelli – ClickSpeed Fotos: Arquivo Regina Calderoni