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domingo, 27 de setembro de 2015

A HISTÓRIA DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO TAMBÉM PASSA POR UMA MULHER, REGINA CALDERONI


A História do Automobilismo Brasileiro também passa por uma mulher, e não é qualquer uma, mulher Grande, Inteligente, Bonita, Corajosa, Forte, Espirituosa e Determinada, o nome dela é Regina Calderoni, ela marcou o seu nome no livro do mitos das corridas de carros, sendo ela a primeira mulher a participar de uma corrida do gênero no Brasil, quebrou todas as barreiras que encontrou pela frente em sua vida, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional, é sem duvidas nenhuma é um dos ícones da história da Stock Car.


Ontem no Encontro de Garagem do Jamil em Oficina Artesanal eu conheci a Regina, e não sei porque me identifiquei com ela, talvez seja pela sua força e obstinação em superar obstáculos dentro de seu segmento, pesquisei sobre a sua trajetória e história dentro do automobilismo nacional, e fiquei impressionado com tudo o que vi e li, ela foi a nossa convidada ilustre do evento, e que brilho, chegou e tomou conta do lugar, esperamos poder contar com ela em outras ocasiões... 



Na História do automobilismo e em qualquer parte do mundo, o passado e o futuro, caminham lado a lado, as comparações são quase sempre inevitáveis, e surgem questionamentos, como seria se um piloto que hoje vive de telemetria, compensações via central de TI, Rádio onde os engenheiros e mecânicos vão passando todas as alterações ou do humor do carro, Célula de sobrevivência e Etc... Corresse no passado, com trocas de marcha no trambulador de cambio, 03 pedais, Acelerador, Freio e Embreagem nos pés, Conta-giros de Ponteiros, com segurança duvidosa e um 100 número de particularidades de bólidos como este da imagem acima, que propiciaram aventuras que os pilotos dos tempos românticos do nosso automobilismo de corridas enfrentavam, e que  também foram responsáveis por tudo o que aconteceu depois e ajudaram a colocar o Brasil como um dos grandes do Automobilismo mundial.


A Imagem acima trás a nova configuração visual do carro que a Regina Calderoni vai pilotar nesta nova categoria Old Stock e com o número novo, em vez do 64, nesta nova versão o 46, e aqui destacamos a sua determinação, e inteligência "Me de um limão, que eu faço uma limonada", tiraram o número que ela correu a vida inteira, e ela muito espirituosa inverteu o número, e querem saber, ficou muito melhor, uma nova corrida, um novo carro, um novo número, mas a mulher e a piloto a mesma, simplesmente Regina Calderoni, mais uma vez quebrando barreiras e preconceitos.


Conheça a história de um grande nome que fez história na Stock Car e estará presente na prova.

REGINA CALDERONI

Toda a tecnologia embutida nos automóveis de hoje dá lugar ao estilo retrô. A emoção é o principal combustível que leva os apaixonados pela memória do automobilismo brasileiro às arquibancadas. A responsabilidade de manter a tradição no esporte fica por conta de pilotos muito bem acostumados com o volante, onde importantes nomes já estão confirmados e irão protagonizar grandes pegas nas pistas.

Essa é a Old Stock Race, categoria criada para resgatar o mais autêntico espírito das corridas de automóveis e trazer para a atualidade o cenário que marcou uma época heroica. Heróis sim! Eram pilotos que entravam em verdadeiros Stock Cars: carros produzidos em série eram usados, sofrendo adaptações para ficarem mais potentes e velozes, mas sem que a segurança seguisse o mesmo nível. Além disso os grids eram muito maiores que o atual. Eram promovidas tomadas de tempo para os diversos pilotos disputem, em média, 56 vagas na corrida.

E se estamos falando da história da Stock Car, não poderíamos deixar de nos referir a primeira mulher a pilotar na categoria de elite do automobilismo. Sem medo, nem das provas e muito menos do preconceito foi Regina Calderoni ingressou no mundo da velocidade desde cedo influenciada pelo pai. De Sertãozinho, interior de São Paulo, Calderoni veio a capital para trabalhar e estudar. Viu no jornal que a equipe de Fausto Resende precisava de um cronometrista e então se inscreveu. Foi escolhida e a partir daí soube que sua vida mudaria pra sempre.

Fez cursos de mecânica e piloto, este com Expedito Marazzi. Começou a montar seu primeiro Stock Car em 1984, mas a principal barreira não foi construir um carro competitivo.

Na primeira corrida da paulista, ela precisou de um mandado de segurança para a aceitarem nas pistas. Os pilotos não aceitavam competir com uma mulher. Aos poucos, Calderoni foi ganhando espaço e quebrando barreiras. “Rompi muitas barreiras, nada foi fácil, mas continuo superando e todas as que vierem pela frente”, relembra a piloto.
 
Texto: Juliana Bechelli – ClickSpeed Fotos: Arquivo Regina Calderoni

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