A História do Automobilismo Brasileiro também passa por uma mulher, e não é qualquer uma, mulher Grande, Inteligente, Bonita, Corajosa, Forte, Espirituosa e Determinada, o nome dela é Regina Calderoni, ela marcou o seu nome no livro do mitos das corridas de carros, sendo ela a primeira mulher a participar de uma corrida do gênero no Brasil, quebrou todas as barreiras que encontrou pela frente em sua vida, tanto na vida pessoal, quanto na vida profissional, é sem duvidas nenhuma é um dos ícones da história da Stock Car.
Ontem no Encontro de Garagem do Jamil em Oficina Artesanal eu conheci a Regina, e não sei porque me identifiquei com ela, talvez seja pela sua força e obstinação em superar obstáculos dentro de seu segmento, pesquisei sobre a sua trajetória e história dentro do automobilismo nacional, e fiquei impressionado com tudo o que vi e li, ela foi a nossa convidada ilustre do evento, e que brilho, chegou e tomou conta do lugar, esperamos poder contar com ela em outras ocasiões...
Na História do automobilismo e em qualquer parte do mundo, o passado e o futuro, caminham lado a lado, as comparações são quase sempre inevitáveis, e surgem questionamentos, como seria se um piloto que hoje vive de telemetria, compensações via central de TI, Rádio onde os engenheiros e mecânicos vão passando todas as alterações ou do humor do carro, Célula de sobrevivência e Etc... Corresse no passado, com trocas de marcha no trambulador de cambio, 03 pedais, Acelerador, Freio e Embreagem nos pés, Conta-giros de Ponteiros, com segurança duvidosa e um 100 número de particularidades de bólidos como este da imagem acima, que propiciaram aventuras que os pilotos dos tempos românticos do nosso automobilismo de corridas enfrentavam, e que também foram responsáveis por tudo o que aconteceu depois e ajudaram a colocar o Brasil como um dos grandes do Automobilismo mundial.
A Imagem acima trás a nova configuração visual do carro que a Regina Calderoni vai pilotar nesta nova categoria Old Stock e com o número novo, em vez do 64, nesta nova versão o 46, e aqui destacamos a sua determinação, e inteligência "Me de um limão, que eu faço uma limonada", tiraram o número que ela correu a vida inteira, e ela muito espirituosa inverteu o número, e querem saber, ficou muito melhor, uma nova corrida, um novo carro, um novo número, mas a mulher e a piloto a mesma, simplesmente Regina Calderoni, mais uma vez quebrando barreiras e preconceitos.
Conheça a história de um grande nome que fez história na Stock Car e estará presente na prova.
REGINA CALDERONI
Toda a tecnologia embutida nos
automóveis de hoje dá lugar ao estilo retrô. A emoção é o principal
combustível que leva os apaixonados pela memória do automobilismo
brasileiro às arquibancadas. A responsabilidade de manter a tradição no
esporte fica por conta de pilotos muito bem acostumados com o
volante, onde importantes nomes já estão confirmados e irão protagonizar
grandes pegas nas pistas.
Essa é a Old Stock Race, categoria
criada para resgatar o mais autêntico espírito das corridas de
automóveis e trazer para a atualidade o cenário que marcou uma época
heroica. Heróis sim! Eram pilotos que entravam em verdadeiros Stock
Cars: carros produzidos em série eram usados, sofrendo adaptações para
ficarem mais potentes e velozes, mas sem que a segurança seguisse o
mesmo nível. Além disso os grids eram muito maiores que o atual. Eram
promovidas tomadas de tempo para os diversos pilotos disputem, em média,
56 vagas na corrida.
E se estamos falando da história da
Stock Car, não poderíamos deixar de nos referir a primeira mulher a
pilotar na categoria de elite do automobilismo. Sem medo, nem das provas
e muito menos do preconceito foi Regina Calderoni ingressou no mundo da
velocidade desde cedo influenciada pelo pai. De Sertãozinho, interior
de São Paulo, Calderoni veio a capital para trabalhar e estudar. Viu no
jornal que a equipe de Fausto Resende precisava de um cronometrista e
então se inscreveu. Foi escolhida e a partir daí soube que sua vida
mudaria pra sempre.
Fez cursos de mecânica e piloto, este
com Expedito Marazzi. Começou a montar seu primeiro Stock Car em 1984,
mas a principal barreira não foi construir um carro competitivo.
Na primeira corrida da paulista, ela
precisou de um mandado de segurança para a aceitarem nas pistas. Os
pilotos não aceitavam competir com uma mulher. Aos poucos, Calderoni foi
ganhando espaço e quebrando barreiras. “Rompi muitas barreiras, nada
foi fácil, mas continuo superando e todas as que vierem pela frente”,
relembra a piloto.





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